Posts de Adivan Zanchet

Levantamento recente apontou que cerca de 40% dos dados ambientais que deveriam estar disponíveis ao público não estavam acessíveis em 2025. O dado revela fragilidade relevante na governança da informação ambiental e levanta preocupações sobre previsibilidade regulatória, controle social e segurança jurídica.

A indisponibilidade ou inconsistência de dados ambientais não é apenas uma questão administrativa. Ela impacta diretamente a qualidade do processo decisório, a fiscalização, a formulação de políticas públicas e a atuação de órgãos de controle. Informações incompletas ou desatualizadas comprometem análises técnicas, dificultam o monitoramento de obrigações e reduzem a transparência institucional.

Para setores intensivos em regulação ambiental — como infraestrutura, energia, mineração, agronegócio e mercado imobiliário — a ausência de dados confiáveis pode gerar atrasos, insegurança na interpretação normativa e aumento do contencioso administrativo e judicial. A falta de integração entre bases públicas também amplia o risco de divergências entre órgãos ambientais e dificulta a consolidação de um ambiente regulatório estável.

O cenário evidencia um desafio estrutural: a efetividade da política ambiental depende não apenas de normas e fiscalização, mas também de sistemas de informação íntegros, atualizados e acessíveis.

Conclusão

A constatação de falhas significativas na transparência ambiental em 2025 reforça a necessidade de aprimoramento institucional e de maior integração entre sistemas de dados públicos. Sem informação confiável, acessível e interoperável, aumenta a insegurança jurídica, eleva-se o risco de conflitos e enfraquece-se a previsibilidade regulatória. O fortalecimento da governança da informação ambiental torna-se, portanto, elemento central para estabilidade institucional e segurança das decisões administrativas e judiciais.

Fonte: O Eco


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Notícias

Falhas de transparência ambiental expõem riscos regulatórios e ampliam incertezas institucionais

Levantamento revelou que aproximadamente 40% dos dados ambientais que deveriam estar disponíveis ao público não estavam acessíveis em 2025, evidenciando fragilidades na governança da informação ambiental. A ausência ou inconsistência desses dados compromete a qualidade das decisões administrativas, dificulta a fiscalização, amplia o contencioso e aumenta a insegurança jurídica para setores regulados. A transparência e a integração de bases públicas tornam-se elementos centrais para garantir previsibilidade regulatória e estabilidade institucional.

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Como Evitar Riscos Legais na Gestão Ambiental Municipal: Responsabilidades, Penalidades e Caminhos de Proteção Jurídica

A crescente complexidade da legislação ambiental ampliou a responsabilidade dos gestores públicos municipais, especialmente nas Secretarias de Meio Ambiente. Prefeitos, secretários e servidores podem ser responsabilizados nas esferas civil, administrativa e penal por omissão, concessão irregular de licenças ou falhas na fiscalização. Erros como ausência de base legal, falta de estudos técnicos e inexistência de controle processual estruturado aumentam o risco de ações civis públicas, improbidade e até responsabilização criminal. A estruturação adequada da secretaria, com legislação municipal atualizada, conselho ativo, capacitação técnica, sistemas de rastreabilidade e assessoria jurídica especializada, é essencial para garantir segurança jurídica e proteção institucional.

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Planejamento Ambiental Municipal: Ferramentas Legais e Estratégias para Modernizar sua Secretaria de Meio Ambiente

A modernização da gestão ambiental municipal é essencial para que prefeituras consigam promover desenvolvimento com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. O artigo apresenta as principais ferramentas legais e estratégias para estruturar Secretarias Municipais de Meio Ambiente, destacando a importância do planejamento, da adoção de instrumentos como o Plano Municipal de Meio Ambiente, o Zoneamento Ecológico-Econômico, o Código Ambiental Municipal e a Licença por Adesão e Compromisso (LAC). Também aborda a necessidade de capacitação técnica, uso de sistemas digitais, apoio jurídico permanente e acesso a fontes de financiamento, reforçando o papel da liderança do gestor público e da integração da política ambiental com outras áreas da administração.

Notícias

Novo Plano de Integridade do MMA reforça controles e eleva exigências para empresas que interagem com o poder público

A Portaria GM/MMA nº 1.592/2026 instituiu o Plano de Integridade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para o biênio 2026–2027, reforçando diretrizes de governança, gestão de riscos, prevenção à corrupção e controle interno. Embora voltado à administração pública, o plano impacta diretamente empresas que mantêm relação com o MMA, como em processos de licenciamento, autorizações, contratos e convênios. O novo cenário indica maior rigor procedimental, padronização decisória e redução da informalidade, ampliando a necessidade de compliance, transparência e organização documental por parte do setor privado.

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Licenciamento Ambiental Municipal: Como Estruturar um Sistema Eficiente com Segurança Jurídica e Uso da LAC

O novo marco do licenciamento ambiental fortaleceu o papel dos municípios na regulação de atividades econômicas locais, especialmente com a introdução da Licença por Adesão e Compromisso (LAC). Embora a descentralização traga agilidade e proximidade com a realidade local, ela exige estrutura técnica, respaldo jurídico e sistemas bem definidos para evitar nulidades e responsabilização de gestores. O artigo destaca os requisitos legais para o licenciamento municipal, as etapas para estruturar um sistema eficiente, os riscos jurídicos envolvidos e as boas práticas para que prefeituras implementem a LAC com segurança, transparência e efetividade.

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Novo Código Florestal retroage? STJ ajusta jurisprudência ao STF e reforça aplicação imediata da Lei 12.651/2012

O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento alinhado às decisões vinculantes do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o Novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) pode incidir sobre situações consolidadas sob a legislação anterior, inclusive quando o regime atual resulte em padrão de proteção ambiental distinto. No julgamento dos EDcl no AgInt no REsp 1.700.760/SP, o STJ reconheceu a obrigatoriedade de observância das ADIs 4.901, 4.902, 4.903, 4.937 e da ADC 42, afastando a aplicação automática da tese da irretroatividade. O precedente reforça a aplicação do art. 15 do Código Florestal, permitindo o cômputo de APP na Reserva Legal, com impactos diretos sobre autos de infração, TACs, ações civis públicas e estratégias de regularização ambiental.

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STF invalida norma estadual e reforça segurança jurídica para expansão de redes de telecomunicações

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional norma do Estado de Santa Catarina que exigia licenciamento ambiental estadual para a instalação de antenas de telecomunicações. A decisão reafirma a competência exclusiva da União para legislar sobre o setor e afasta exigências locais que criavam entraves adicionais à expansão da infraestrutura. O entendimento do STF fortalece a segurança jurídica, reduz assimetrias regulatórias entre estados e traz maior previsibilidade para operadoras, investidores e projetos ligados a conectividade, 5G e cidades inteligentes.

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Parlamento da União Europeia adia novamente a lei antidesmatamento e reforça pressão futura sobre empresas

O Parlamento da União Europeia aprovou um novo adiamento da aplicação da lei antidesmatamento, postergando prazos sem alterar o conteúdo nem o rigor das exigências. A norma continuará impondo obrigações estritas de rastreabilidade, due diligence e comprovação de origem a produtos e cadeias produtivas que acessam o mercado europeu. Para empresas brasileiras dos setores de agronegócio, commodities, alimentos, papel e celulose, madeira e trading, o adiamento representa uma janela estratégica para ajustes estruturais, revisão contratual e organização de dados ambientais, sob pena de restrições comerciais e perda de competitividade futura.

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Exportação de Fauna Silvestre no Brasil: Como Funciona a Legislação para Empresas Internacionais

O Brasil, detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, atrai empresas internacionais interessadas em pesquisa, biotecnologia, controle biológico e comércio autorizado de fauna silvestre. No entanto, a exportação de animais — inclusive insetos como besouros — é fortemente regulada pela legislação ambiental brasileira, pela atuação do IBAMA e por tratados internacionais como a CITES. Apenas espécimes provenientes de criadouros legalizados podem ser exportados, mediante licenças específicas, comprovação de origem legal, rastreabilidade e cumprimento de exigências ambientais e sanitárias.

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EUDR: segundo adiamento redefine prazos e exige reposicionamento estratégico de empresas brasileiras

A União Europeia confirmou o segundo adiamento da entrada em vigor do Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), reprogramando o início das exigências sem flexibilizar o conteúdo normativo. O regulamento mantém obrigações rigorosas de rastreabilidade, due diligence e comprovação de origem para cadeias produtivas sensíveis, como soja, carne bovina, café, cacau, madeira e borracha. Para empresas brasileiras, o novo prazo representa uma janela estratégica para estruturar governança, revisar contratos, organizar dados territoriais e mitigar riscos comerciais e regulatórios, garantindo acesso contínuo ao mercado europeu.

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Nova portaria define critérios de habilitação para entidades gestoras da logística reversa de embalagens

A Portaria GM/MMA nº 1.561/2026 define critérios obrigatórios para a habilitação das entidades gestoras responsáveis pelos sistemas de logística reversa de embalagens em geral. A norma eleva o nível de governança, transparência e controle exigido dessas entidades e transfere às empresas contratantes o dever de verificar a regularidade e a conformidade de seus parceiros. Na prática, a utilização de entidades não habilitadas ou em desconformidade pode resultar na invalidação das comprovações de logística reversa, além de gerar riscos regulatórios, sanções administrativas e entraves em licenciamentos e auditorias.

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Setor Florestal no Brasil: Regras Ambientais para Empresas Internacionais que Pretendem Atuar com Plantio de Eucalipto e Florestas Comerciais

O Brasil se destaca como um dos principais destinos globais para investimentos em florestas comerciais, especialmente no cultivo de eucalipto, graças à alta produtividade, demanda internacional e potencial ESG. Contudo, a atuação no setor florestal exige rigorosa conformidade com a legislação ambiental brasileira, incluindo licenciamento ambiental, inscrição e análise do CAR, autorizações de supressão vegetal, uso obrigatório do DOF e implementação de sistemas de rastreabilidade da madeira.

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Nova portaria redefine obrigações para empresas no sistema de logística reversa de eletroeletrônicos

A Portaria GM/MMA nº 1.560/2026 estabelece novas orientações obrigatórias para os sistemas de logística reversa de produtos eletroeletrônicos de uso doméstico, impactando diretamente fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. A norma eleva o nível de exigência quanto à rastreabilidade, metas, transparência e comprovação dos resultados, reduzindo a margem para modelos meramente formais ou declaratórios. A partir de agora, a logística reversa passa a integrar de forma central a estratégia de compliance e governança das empresas, sob pena de sanções administrativas, entraves regulatórios e impactos em auditorias e processos de due diligence.

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TJSP responsabiliza empresa por emissão de poluentes e amplia riscos jurídicos para operações industriais

O Tribunal de Justiça de São Paulo responsabilizou uma empresa por danos à saúde de moradores idosos causados pela emissão de poluentes atmosféricos. A decisão reforça que a existência de licença ambiental não afasta a responsabilidade civil quando a atividade empresarial gera impactos a terceiros. Para o Judiciário, basta a comprovação do dano e do nexo com a operação para caracterizar o dever de indenizar. O caso evidencia que riscos ambientais extrapolam a esfera administrativa e podem resultar em passivos judiciais relevantes, afetando o fluxo de caixa, a reputação e a continuidade das atividades empresariais.

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Investir no Brasil com Segurança Ambiental: O Que Empresas Estrangeiras Precisam Saber Antes de Atuar com Recursos Naturais

O Brasil se consolida como destino estratégico para empresas estrangeiras interessadas em atuar com recursos naturais, mas a complexidade da legislação ambiental exige planejamento e assessoria especializada. Licenciamento ambiental, regularização fundiária, conhecimento das normas federais, estaduais e municipais, além da gestão de riscos e responsabilidades de sócios e gestores, são fatores decisivos para a viabilidade dos investimentos.