O Superior Tribunal de Justiça iniciou análise sobre a possibilidade de utilização de imagens obtidas por plataformas digitais, como o Google Earth, para comprovação de dano ambiental em processos judiciais. O debate envolve a validade e a suficiência dessas imagens como prova, especialmente diante da crescente utilização de sensoriamento remoto, georreferenciamento e registros históricos por satélite em litígios ambientais. A questão central é definir se imagens digitais podem, isoladamente, demonstrar dano ambiental ou se continuam sendo necessárias perícias técnicas complementares para validar extensão, causa e relevância da intervenção. O julgamento poderá estabelecer parâmetros importantes sobre o uso de provas tecnológicas no Direito Ambiental, equilibrando eficiência probatória, contraditório e segurança jurídica.
Tiago Martins

Advogado e Professor de Direito Ambiental com maior atuação no contencioso cível, administrativo e penal ambiental, além de prestar consultoria e assessoria ambiental. É Mestre em Direito e Desenvolvimento Sustentável: Direito e Políticas Públicas pelo Centro Universitário do Pará – Belém. Especialista em Direito Público com Ênfase em Gestão Pública e Capacitação para o Magistério Superior pelo IBMEC São Paulo. Professor Universitário de Graduação e Pós-Graduação, focado em Direito Ambiental, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Sócio-fundador da Escola de Direito Ambiental. Sócio-fundador do Canal no YouTube e Podcast Inteligência Ambiental, maior canal do Brasil sobre Direito Ambiental. Professor em preparatórios para concursos públicos e exame de ordem, com foco em Direito Ambiental e Ética Profissional. Membro da União Brasileira de Advogados Ambientais (UBAA).


