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STJ analisa uso do Google Earth como prova de dano ambiental e discute limites da prova digital

O Superior Tribunal de Justiça iniciou análise sobre a possibilidade de utilização de imagens obtidas por plataformas digitais, como o Google Earth, para comprovação de dano ambiental em processos judiciais. O debate envolve a validade e a suficiência dessas imagens como prova, especialmente diante da crescente utilização de sensoriamento remoto, georreferenciamento e registros históricos por satélite em litígios ambientais. A questão central é definir se imagens digitais podem, isoladamente, demonstrar dano ambiental ou se continuam sendo necessárias perícias técnicas complementares para validar extensão, causa e relevância da intervenção. O julgamento poderá estabelecer parâmetros importantes sobre o uso de provas tecnológicas no Direito Ambiental, equilibrando eficiência probatória, contraditório e segurança jurídica.

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STJ reconhece erro em desapropriação, mas afasta devolução de fazenda

O Superior Tribunal de Justiça reconheceu irregularidade em processo de desapropriação de imóvel rural, mas afastou a devolução da propriedade aos antigos proprietários. A decisão reforça que falhas no procedimento expropriatório não conduzem automaticamente à restituição do bem quando os efeitos jurídicos e materiais da desapropriação já estão consolidados. O entendimento privilegia a segurança jurídica e a estabilidade das relações patrimoniais, indicando que, em determinadas situações, a reparação poderá ocorrer por mecanismos indenizatórios ou compensatórios, e não pela reversão da transferência da propriedade.

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CMN ajusta regras sobre impedimentos socioambientais e climáticos para concessão de crédito rural

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ajustes nas regras que tratam dos impedimentos socioambientais e climáticos para concessão de crédito rural. As mudanças atualizam os critérios usados por instituições financeiras na análise das operações, integrando de forma mais clara a política de crédito à gestão de riscos regulatórios, ambientais e fundiários. Com isso, produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio deverão manter maior atenção à regularidade documental, cadastral e operacional de suas atividades, já que pendências administrativas, restrições ambientais ou inconsistências em registros oficiais podem afetar diretamente o acesso a financiamentos.

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MMA avança na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental com apoio internacional

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima avançou na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), com apoio do projeto GEF Áreas Privadas. A iniciativa busca estabelecer diretrizes mais claras para a gestão territorial, o uso sustentável dos recursos naturais e a compatibilização entre propriedades privadas, ocupação humana e atividades econômicas dentro dessas unidades de conservação. O avanço regulatório tende a reduzir ambiguidades sobre restrições e permissões, fortalecer a governança das APAs e ampliar a segurança jurídica para proprietários, empreendedores e órgãos públicos envolvidos na gestão dessas áreas.

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Governo destina R$ 150 milhões para reforço no combate a incêndios no Cerrado e Pantanal

O governo federal anunciou a destinação de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para aquisição de equipamentos voltados à prevenção e ao combate a incêndios florestais no Cerrado e no Pantanal. Os recursos serão aplicados na compra de veículos, maquinários, sistemas de comunicação e equipamentos especializados destinados a órgãos públicos e equipes de campo. A medida busca ampliar a capacidade operacional, reduzir o tempo de resposta e fortalecer a gestão integrada de riscos ambientais em biomas vulneráveis a secas prolongadas e eventos climáticos extremos.

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Comissão aprova uso de câmeras corporais em fiscalizações do ICMBio e do Ibama

Comissão da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza o uso de câmeras corporais por agentes do ICMBio e do Ibama em fiscalizações ambientais. A medida busca ampliar a transparência, a rastreabilidade e a segurança jurídica das operações em campo, permitindo o registro audiovisual de abordagens, inspeções e autuações. Caso avance no Congresso, a proposta poderá impactar diretamente a produção de provas em autos de infração e processos administrativos ambientais, fortalecendo a legitimidade da fiscalização e reduzindo controvérsias sobre a atuação dos agentes públicos.

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Projeto na Câmara propõe proibição do transporte marítimo de animais vivos

Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que propõe a proibição do transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação. A medida pode impactar diretamente cadeias produtivas do agronegócio, especialmente operações internacionais envolvendo gado vivo. Caso aprovada, a proposta exigirá revisão de modelos logísticos, adaptação contratual e possível redirecionamento para formas alternativas de comercialização, como produtos processados. O avanço do tema no Legislativo sinaliza maior atenção regulatória sobre práticas de transporte animal e pode gerar efeitos relevantes sobre custos, infraestrutura, competitividade e organização das cadeias de exportação.

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STF decide que Ministério Público não deve pagar custas processuais e honorários advocatícios

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o Ministério Público não está sujeito ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios quando atua no exercício de suas funções institucionais. A decisão consolida o regime jurídico diferenciado da instituição, reconhecendo sua função de defesa da ordem jurídica e dos interesses coletivos. O entendimento afasta a aplicação da lógica tradicional de sucumbência ao MP e preserva sua atuação sem risco financeiro direto, especialmente em ações civis públicas e demandas coletivas. Para empresas e partes privadas envolvidas nesses litígios, a decisão mantém a assimetria processual existente e reforça a necessidade de avaliação estratégica dos riscos em demandas propostas pelo Ministério Público.

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Empresa autorizada a suprimir praça pública responde por dano ambiental, decide Justiça

Decisão judicial reconheceu a responsabilidade de empresa pela supressão de vegetação em praça pública, mesmo diante de autorização administrativa prévia. O entendimento reafirma que o licenciamento ou autorização não afastam, por si só, o dever de reparar danos ambientais quando comprovados o impacto e o nexo causal com a atividade. A decisão reforça a aplicação da responsabilidade objetiva no direito ambiental e destaca que falhas na execução, ausência de medidas mitigadoras ou impactos não previstos podem gerar passivos relevantes. Para o ambiente regulatório, o caso evidencia que a segurança jurídica não se limita à obtenção de autorizações, mas depende da execução técnica adequada e da gestão efetiva de riscos ambientais.

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STJ restabelece ações penais contra ex-presidente da Vale no caso Brumadinho

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a condição de réu do ex-presidente da Vale S.A. em ações penais relacionadas ao desastre de Brumadinho. A decisão indica a existência de elementos suficientes para o prosseguimento da apuração criminal, reforçando a possibilidade de responsabilização individual de executivos em contextos de eventos ambientais de grande impacto. O entendimento evidencia que a análise judicial pode alcançar decisões estratégicas e operacionais ligadas à gestão de riscos, ampliando a exposição penal de dirigentes. Para o ambiente empresarial, o caso sinaliza aumento do risco jurídico pessoal de administradores e reforça a necessidade de estruturas robustas de governança, compliance e gestão preventiva de riscos ambientais.

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Goiás regulamenta compensação ambiental por impactos à fauna em casos de desmatamento

O Goiás regulamentou a compensação ambiental específica por impactos à fauna decorrentes de desmatamento, estabelecendo critérios técnicos para mensuração, valoração e definição de medidas compensatórias. A norma busca padronizar a atuação dos órgãos ambientais, reduzindo a subjetividade na imposição de obrigações e vinculando de forma mais direta a supressão vegetal — autorizada ou irregular — à compensação dos impactos sobre a biodiversidade. Para o ambiente regulatório, a medida aumenta a previsibilidade e a rastreabilidade das exigências, mas também eleva o nível de rigor técnico esperado dos empreendimentos, exigindo maior atenção à instrução de processos e à avaliação de impactos sobre fauna.

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Justiça determina realocação de capela em área costeira e reforça prevalência de restrições ambientais

Decisão judicial determinou a realocação de uma capela situada em área costeira após reconhecer sua incompatibilidade com o regime jurídico de proteção ambiental aplicável. Mesmo sendo uma construção de valor histórico e cultural, associada à presença de jesuítas, o Judiciário entendeu que tal condição não afasta a incidência das normas ambientais. O caso reforça a prevalência da legislação ambiental em áreas sensíveis, especialmente em zonas costeiras, e evidencia que a ocupação consolidada — ainda que antiga — não garante a permanência da estrutura quando há conflito com restrições legais. Para o ambiente regulatório, a decisão amplia o alerta sobre risco jurídico em ocupações irregulares e destaca a necessidade de análise prévia de compatibilidade ambiental, inclusive em projetos com relevância histórica ou cultural.

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Indústria da construção leva ao STF debate sobre constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental

Entidades da indústria da construção acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja declarada a constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), em um movimento voltado à consolidação de segurança jurídica e uniformização interpretativa. A iniciativa ocorre em meio a questionamentos constitucionais relevantes — inclusive nas ADIs em tramitação — envolvendo competências federativas, critérios de licenciamento e alcance das normas gerais. Para o ambiente regulatório, uma definição do STF tende a reduzir o risco de judicialização fragmentada, aumentar a previsibilidade e estabilizar a atuação dos órgãos licenciadores. Por outro lado, enquanto não houver decisão definitiva, persiste um cenário de incerteza que impacta diretamente cronogramas, estruturação de projetos e estratégias regulatórias de empresas dependentes de licenciamento ambiental.

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Fiscalização da mineração avança com uso de monitoramento remoto

A Agência Nacional de Mineração (ANM) iniciou a utilização de monitoramento remoto na fiscalização do setor mineral, incorporando tecnologias como imagens de satélite, sistemas geoespaciais e análise de dados. A medida amplia significativamente a capacidade de controle regulatório, permitindo acompanhamento contínuo das operações e maior agilidade na identificação de irregularidades. O novo modelo reduz a dependência de fiscalizações presenciais e aumenta o nível de rastreabilidade e evidência técnica das ações fiscalizatórias. Para empresas do setor, o cenário indica elevação do risco regulatório, com maior probabilidade de detecção de inconsistências operacionais e necessidade de reforço em compliance ambiental e minerário.

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Presidente do STF destaca necessidade de respostas institucionais coordenadas diante da emergência climática

A manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal destaca a emergência climática como um tema que exige atuação coordenada entre os Poderes e os diferentes níveis federativos, reforçando a centralidade da governança ambiental no ambiente institucional brasileiro. O posicionamento sinaliza um avanço na integração entre políticas públicas, regulação e decisões judiciais, com impacto direto na gestão de riscos climáticos e ambientais. Para empresas e gestores públicos, o cenário indica maior exigência de conformidade, alinhamento institucional e antecipação de riscos regulatórios, uma vez que a falta de coordenação pode gerar insegurança jurídica, sobreposição de competências e aumento da litigiosidade em temas de alta complexidade.