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Juíza afasta multa ambiental da CETESB e reforça importância da prova técnica em autos de infração

Decisão judicial afastou multa ambiental aplicada pela CETESB ao reconhecer a necessidade de produção de prova pericial para a correta apuração dos fatos. O entendimento reforça que a presunção de legitimidade dos autos de infração não é absoluta, especialmente quando há controvérsia técnica sobre a existência, extensão ou causalidade do suposto dano ambiental. O caso destaca a importância da prova técnica qualificada como instrumento essencial de defesa empresarial, tanto na esfera administrativa quanto judicial.

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Uma decisão judicial recente afastou a aplicação de multa ambiental imposta pela CETESB ao reconhecer a necessidade de produção de prova pericial para a correta apuração dos fatos. O entendimento reforça que autos de infração ambiental não podem se sustentar apenas em presunções administrativas, especialmente quando há controvérsia técnica relevante sobre a existência, extensão ou causalidade do suposto dano.

No caso analisado, a magistrada entendeu que a penalidade foi aplicada sem a devida comprovação técnica capaz de demonstrar, de forma inequívoca, a ocorrência da infração ambiental. A ausência de perícia adequada comprometeu a validade da autuação, levando ao afastamento da multa até que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

A decisão sinaliza um ponto sensível para empresas autuadas por órgãos ambientais: embora a atuação administrativa goze de presunção de legitimidade, essa presunção não é absoluta. Quando há complexidade técnica ou divergência sobre aspectos operacionais da atividade, a produção de prova técnica especializada torna-se essencial para assegurar o devido processo legal.

Impactos práticos para empresas autuadas por órgãos ambientais

Para empresários e gestores, o julgamento reforça que multas ambientais podem — e devem — ser tecnicamente questionadas quando houver fragilidade na instrução do auto de infração. Penalidades aplicadas sem estudos, medições, laudos ou critérios técnicos claros tendem a ser vulneráveis no Judiciário.

Além do impacto financeiro imediato, autos mal instruídos podem gerar efeitos em cadeia, como dificuldades em licenciamento, restrições operacionais, exigências adicionais e desgaste institucional. A atuação estratégica na fase administrativa e judicial é determinante para evitar a consolidação de passivos indevidos.

A prova técnica como instrumento de defesa empresarial

O caso evidencia que a defesa eficaz em matéria ambiental passa necessariamente pela análise técnica do processo. Empresas que reagem de forma genérica ou meramente formal a autos de infração assumem riscos desnecessários. A produção de prova técnica qualificada pode ser decisiva para afastar penalidades, reduzir valores ou até anular integralmente a autuação.

Em um cenário de fiscalização cada vez mais intensa, a capacidade de contestar tecnicamente as conclusões do órgão ambiental torna-se um diferencial relevante na gestão de riscos regulatórios.

Como a Martins Zanchet Advocacia Ambiental pode apoiar empresas

A Martins Zanchet atua de forma estratégica na defesa de empresas autuadas por órgãos ambientais, com foco em proteção patrimonial e redução de passivos. Prestamos assessoria na análise de autos de infração, estruturação de defesas administrativas e judiciais, coordenação de provas técnicas e periciais, além da definição de estratégias jurídicas para questionar penalidades aplicadas sem base técnica adequada.

Nosso objetivo é evitar sanções indevidas, reduzir impactos financeiros e garantir segurança jurídica às operações empresariais, mesmo diante de fiscalizações complexas.

Fonte: Migalhas


 

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Conheça os autores

Tiago Martins

OAB/PA 19.557 || OAB/SC 68.826-A || OAB/SP 518418

Advogado e Professor de Direito Ambiental com maior atuação no contencioso cível, administrativo e penal ambiental, além de prestar consultoria e assessoria ambiental. É Mestre em Direito e Desenvolvimento Sustentável: Direito e Políticas Públicas pelo Centro Universitário do Pará – Belém. Especialista em Direito Público com Ênfase em Gestão Pública e Capacitação para o Magistério Superior pelo IBMEC São Paulo. Professor Universitário de Graduação e Pós-Graduação, focado em Direito Ambiental, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Sócio-fundador da Escola de Direito Ambiental. Sócio-fundador do Canal no YouTube e Podcast Inteligência Ambiental, maior canal do Brasil sobre Direito Ambiental. Professor em preparatórios para concursos públicos e exame de ordem, com foco em Direito Ambiental e Ética Profissional. Membro da União Brasileira de Advogados Ambientais (UBAA).

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