Notícias

Nova Resolução Ambiental Paulistana Impõe Rigor Inédito ao Setor Sucroalcooleiro: Multas e Sanções Aumentam

A Resolução Semil nº 018/2025 endurece as regras ambientais para o setor agroindustrial de São Paulo, especialmente a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. A norma estabelece novas penalidades, como multas de até R$ 10 milhões por ausência de medidas de prevenção a incêndios e amplia o rigor sobre o uso do fogo mesmo com autorização. A resolução também aumenta o prazo de sanções restritivas para até 10 anos, exigindo maior atenção à conformidade ambiental por parte das usinas e produtores.

agroindústria paulista, cana-de-açúcar, Compliance Ambiental, incêndios florestais, Martins Zanchet Advocacia Ambiental, Penalidades Ambientais., queima controlada, Resolução Semil 018/2025, São Paulo, setor sucroalcooleiro, usinas

Foi publicada a Resolução Semil nº 018/2025, que altera a Resolução SIMA nº 05/2021 e traz mudanças importantes para o setor agroindustrial paulista, com destaque para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. A norma endurece penalidades ambientais, amplia a responsabilidade dos produtores e redefine o uso do fogo e as medidas obrigatórias de prevenção a incêndios.

A nova regulamentação, da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), impacta diretamente o setor sucroalcooleiro, que historicamente utiliza a queima controlada como técnica de manejo em áreas de colheita mais sensíveis.

As mudanças mais significativas incluem:

  • A criação do artigo 56-A, que prevê multa de R$ 5 mil a R$ 10 milhões para quem não implementar ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em imóveis rurais, mesmo sem ocorrência de fogo;
  • A alteração do artigo 56, que agora pune com R$ 3 mil por hectare qualquer provocação de incêndio em áreas agrossilvipastoris, ainda que autorizada previamente;
  • O aumento dos prazos de sanções restritivas, como suspensão de licenças, bloqueio de financiamentos e proibição de contratar com o poder público, que passam a ter vigência de até 10 anos;
  • A delimitação mais clara dos casos de embargo, evitando sanções em áreas produtivas legais fora de APPs e reservas legais, desde que não haja queima ou desmatamento sem autorização.

Essas alterações exigem atenção redobrada por parte de usinas, produtores, cooperativas e demais integrantes da cadeia, que agora precisam reforçar sua governança ambiental, revisar procedimentos de campo e adotar medidas jurídicas preventivas.

A Martins Zanchet Advocacia Ambiental está acompanhando de perto as implicações da Resolução Semil nº 018/2025 e atua junto a empresas do setor sucroenergético para oferecer suporte na adequação, regularização e defesa administrativa, sempre com foco na segurança jurídica e na continuidade da operação.


Whatsapp      Instagram    Youtube

LinkedIn    Facebook

Agende uma Reunião e veja como podemos ajudar

Veja também!

Posso construir em Áreas de Preservação Permanente – APP?

Assista ao Nosso Podcast!

Ou acesse diretamente pelo nosso canal do YouTube clicando AQUI!

Conheça os autores

Adivan Zanchet

OAB/RS 94.838 || OAB/SC 61.718-A || OAB/SP 521767

Advogado e Professor especialista em Direito Ambiental pela Escola Verbo Jurídico, e em Direito Agrário e do Agronegócio, pela FMP – Fundação Escola Superior do Ministério Público. Sócio-fundador e CEO do escritório MartinsZanchet Advocacia Ambiental. Como Advogado Ambiental, tem sua expertise voltada para Responsabilidade Civil Ambiental. Sócio-fundador da Escola de Direito Ambiental. Sócio-fundador do Canal no YouTube e Podcast Inteligência Ambiental, maior canal do Brasil sobre a matéria de Direito Ambiental. Membro da União Brasileira de Advogados Ambientais (UBAA). Autor de diversos artigos, dentre eles “Responsabilidade Civil Ambiental: as dificuldades em se comprovar o nexo causal”.

Tainá Espurio Pereira

Engenheira Ambiental e Advogada - OAB/SP 450.137

Advogada, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie -SP; ainda graduada em Engenharia Ambiental pela PUC-CAMPINAS, e conta com Especialização em Direito Ambiental pela PUC-SP. Destaca-se por aliar o conhecimento técnico ao jurídico, tendo assim uma visão multidisciplinar das questões ambientais. Atualmente é membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB de São José do Rio Preto. Membro da União Brasileira de Advogados Ambientais (UBAA).

 

Inscreva-se em nossa newsletter e receba nosso conteúdo em primeira mão!

    Conte com nosso conhecimento técnico para seu desenvolvimento estratégico e sustentável.

    Leia também

    #12 Entenda sobre o Compliance Ambiental | Lançamento de Ebook

    Inteligência Ambiental Podcast #12 Entenda sobre o Compliance Ambiental | Lançamento de Ebook Reproduzir episódio Pausar episódio Ativar/desativar o som…
    Artigos

    Multa Ambiental na SEMA/MT: Como Fazer a Defesa e Evitar Prejuízos

    Receber uma multa ambiental da SEMA/MT pode gerar impactos financeiros e operacionais relevantes para produtores rurais e empresas, incluindo embargos, restrições de crédito, inclusão em cadastros ambientais e risco de ações judiciais. No entanto, a multa não é definitiva e pode ser contestada por meio de defesa administrativa técnica e bem fundamentada. O artigo explica que autuações da SEMA/MT podem decorrer de desmatamento sem autorização, irregularidades no CAR, queimadas ilegais, ausência de licenciamento ou descumprimento de condicionantes, muitas vezes identificadas por monitoramento remoto e cruzamento de dados. A defesa eficaz exige análise do auto de infração, revisão das provas, confronto com documentos da propriedade e produção de prova técnica independente.

    Artigos

    Embargo Ambiental: Como Regularizar, Retirar o Embargo e Voltar a Operar com Segurança Jurídica

    O embargo ambiental é uma medida administrativa que determina a paralisação imediata de uma atividade ou do uso de uma área quando há indícios de irregularidade ambiental relevante. Ele pode atingir propriedades rurais, áreas desmatadas, atividades industriais, empreendimentos, mineração ou construção, e tem como objetivo interromper ou evitar a continuidade do dano ambiental. O artigo explica que embargos podem ser aplicados por desmatamento sem autorização, intervenção em APP ou Reserva Legal, ausência de licenciamento, descumprimento de condicionantes ou operação fora dos limites autorizados, inclusive com base em monitoramento remoto por satélite. Também destaca os caminhos para regularização, como análise técnica da área, revisão de CAR, apresentação de PRAD, defesa administrativa e pedido formal de levantamento do embargo. A resposta estratégica e tempestiva é essencial para reduzir prejuízos, evitar agravamentos e permitir a retomada segura da atividade.

    Conte com nosso conhecimento técnico e jurídico para o desenvolvimento estratégico e sustentável do seu negócio.

    Conte com nosso conhecimento técnico e jurídico para o desenvolvimento estratégico e sustentável do seu negócio.